Nos últimos dias, vimos várias declarações e medidas desarrazoadas do presidente Trump, tanto em sua política externa quanto na interna. Exemplos disso foram o pedido de saída da OMS e do Acordo de Paris, a intenção de taxar as importações vindas do México, Canadá e União Europeia, o incentivo ao nacionalismo jacksoniano e um retorno à Doutrina Monroe.
Apesar de isso causar muita ansiedade para o Sul Global e para o Brasil, tudo indica que, se os Estados Unidos insistirem em suas ambições imperiais, haverá consequências econômicas e diplomáticas graves para o próprio país. Os indícios para isso são:
- O abandono completo ou o boicote de organismos internacionais, desenhados justamente para manter o poder dos americanos.
- O ataque gratuito contra seus aliados da OTAN.
- A ameaça de imposição de taxas de importação, que já está causando reações proporcionais e fará com que os mercados migrem para os países do BRICS, principalmente a China.
- Sua política econômica não ataca um dos principais problemas dos estadunidenses atualmente: a desigualdade alarmante e crescente. Ao mesmo tempo, os gastos militares continuam subindo, elevando a dívida pública estadunidense e gerando problemas macroeconômicos graves no futuro.
Dadas essas questões, parece que o segundo governo Trump não possui estratégia alguma, apenas táticas que não interagem entre si de forma coerente. Fazendo uma metáfora, Trump, além das bravatas agressivas, é um mau jogador de pôquer: vive blefando em todos os momentos, até quando suas cartas são ruins. Enquanto isso, há atores internacionais que estão pagando para ver.
C. T. V