Apesar de muitas confusões das análises que recebemos diariamente, a Guerra da Ucrânia que já dura 3 anos não é um projeto expansionista de Vladmir Putin, o qual visa a retomada dos territórios perdidos na dissolução da União Soviética. Essa guerra é uma ação preemptiva contra a expansão da OTAN e uma autodeterminação da população russa da Ucrânia.
Sobre o primeiro ponto, os Estados Unidos quebraram o acordo com a Rússia de não incluir em sua aliança militar países que faziam parte da esfera de influência soviética. Em 1999, foram incluídas a Polônia, a Hungria e a República Tcheca. Em 2004 foi a vez da Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. Finalmente, em abril de 2008, em Bucareste, houve a pressão estadunidense de se incluir a Geórgia e a Ucrânia.
Essa expansão não teve a intenção principal de ameaçar a segurança russa, mas integrar todo o continente europeu às instituições controladas por Washington. Porém, esse processo ocorreu à revelia do Interesse Nacional russo . Em razão dessa disputa acirrada e depois de várias tentativas de diálogo e de iniciativas diplomáticas fracassadas, o governo russo se adiantou e fez o uso da guerra. Primeiro contra a Geórgia em 2008; depois com a Ucrânia em 2022.
Já sobre o segundo ponto, o leste da Ucrânia é formado majoritariamente por população russa, que tem sido perseguida por grupos nacionalistas de extrema direita do país, sendo impedidos de manter sua cultura e sua língua. Essa situação se tornou ainda pior com o as manifestações do Euromaidan em 2013/ 2014 e sua pressão para integrar o país à União Europeia e o golpe contra o presidente pró-russo Viktor Yanukovych. Como resultado, formaram-se grupos separatistas na Criméia e nas Repúblicas de Lugasnk e Donetsky que decidiram se integrar à Rússia.
C.T.V
EuroMaidan rallies in Ukraine – Nov. 29 coverage – Dec. 01, 2013 | KyivPost;